SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO POR SUBGRUPOS

Entenda quando o tratamento não é por Subgrupos

A efetividade e o resultado funcional do sistema de classificação em subgrupos dependem de vários fatores. Alguns deles envolvem o treinamento, habilidade do fisioterapeuta, mas principalmente fidelidade aos princípios que constituem a base do tratamento por sistema de subgrupos. Seguem os cinco indícios para o paciente facilmente reconhecer se não está sendo submetido ao tratamento por subgrupos corretamente:

1. Tratamento sequencial

Nenhum tratamento de subgrupos é sequencial, ou seja, nenhum profissional treinado em subgrupos utilizará sempre a mesma técnica ou equipamento no começo do tratamento para pacientes com queixas diferentes ou perfil funcional distinto. Portanto, caso o tratamento se inicie sempre por tração ou máquinas de flexo-distração para depois evoluir para outras abordagens, isto nunca foi e nunca será subgrupo ou subclassificação, pois subgrupos, como demonstrado, são sempre específicos para o paciente e nunca uma linha de produção. Estes tratamentos, inclusive, podem ser efetivos, porém, não são e nunca serão princípios de tratamento denominados subgrupos ou subclassificação.

2. Pacotes de tratamento

O sistema de subgrupos foi criado dentro do sistema americano de saúde no qual há uma grande preocupação com custo-efetividade, ou seja, o máximo de efetividade pelo mínimo de custo. Nenhum fisioterapeuta que trabalha com subgrupos “empurra” para o paciente pacotes de 20 ou 30 sessões. O prognóstico do tratamento sempre é reportado para o paciente ao final da consulta, ou seja, de 12 a 16 semanas ou 6 meses ou até mais em situações com déficits neurológicos. Porém, um fato importante é que não existem sessões fixas ou rígidas, por exemplo, três vezes por semana obrigatoriamente. O número de sessões presenciais e supervisionadas pelo fisioterapeuta varia de acordo com a gravidade da dor do paciente, disponibilidade de distância até a clínica, tempo disponível e viabilidade financeira do paciente. Em geral, em fases agudas, é prescrito ao paciente duas vezes por semana. A partir do momento em que ele apresenta melhora do quadro álgico, as sessões passam para uma vez por semana, retornos quinzenais e, por fim, retorno mensal antes da alta. No entanto, a principal característica de fisioterapeutas com abordagem exclusiva de subgrupos é a orientação domiciliar na qual o paciente é orientado com recursos audiovisuais e impressos, exercícios diários e correção de postura dentro do subgrupo de classificação, que é a parte vital de tratamento. O objetivo é a melhora clínica significativa do paciente no menor tempo possível e com o menor número possível de sessões supervisionadas. O tempo de cada sessão supervisionada é de uma hora e sempre de modo personalizado e exclusivo. Nunca um fisioterapeuta que utiliza do sistema de subgrupos atenderá mais de um paciente no mesmo horário.

3. Comunicação com o paciente

O princípio de tratamento do sistema de subgrupos segue o novo modelo biopsicossocial ao invés do modelo biomédico que é centrado na necessidade de definição da patologia. O modelo biopsicossocial reconhece que as lombalgias idiopáticas não específicas, por exemplo, apresentam apenas 15% dos casos com definição clara do tecido biológico que está provocando dor nas costas. Por este motivo, o sistema de classificação em subgrupos utiliza as novas evidências, evitando o efeito nocebo nos pacientes por discursos voltados para o modelo biomédico. O conceito atual é abordagem, utilizando conceitos da educação em neurociência onde todos os pacientes são esclarecidos sobre o bom prognóstico que é uma dor lombar aguda ou cervical com a história natural da doença, a frequente falta de correlação dos achados de exame de imagem com a dor, a necessidade do exercício físico com exercícios ativos o mais rápido possível e a necessidade do paciente ser a proativo e não dependente de modo passivo do processo de reabilitação.

4. Avaliação em Subgrupos

Toda consulta realizada pelo sistema de subgrupos utiliza-se de quatro questionários científicos os quais o paciente deve preencher para que o diagnóstico cinesiofuncional e a subclassificação em subgrupos sejam realizados, são os itens: Questionários de Oswestry, FABQ, Start Back e o diagrama de dor. Sem a utilização destas ferramentas de avaliação, a classificação em subgrupos e a reavaliação dos resultados do tratamento ao longo do tempo ficam impossíveis. Por este motivo também, as sessões de consulta deste sistema são de 90 minutos. Entendemos que um paciente com 10 anos de sintomas tem esse direito.

5. Trabalho em equipe

O sistema de subgrupos nasceu dentro de uma Universidade e como parte de linhas de pesquisa científica. Portanto, o fisioterapeuta que utiliza como ferramenta terapêutica o sistema de subgrupos segue diretrizes internacionais de evidências científicas que demonstram a melhor eficácia do trabalho em equipe interdisciplinar como médicos da dor, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos, enfermeiros, cirurgiões de coluna e psiquiatras. O discurso de onipotência no sentido de autossuficiência no tratamento de todos os pacientes que apresentam dor lombar não é compatível com as evidências científicas atuais e é muito frequente pacientes que necessitam de trabalho de vários profissionais em conjunto para a reabilitação funcional plena do paciente.

Subgrupos no Brasil

Subgrupos no Brasil

Saiba como o Sistema de Subgrupos chegou ao Brasil através do fisioterapeuta Rodrigo Vasconcelos

Histórico Subgrupos

Histórico Subgrupos

Conheça os profissionais e as pesquisas que culminaram no desenvolvimento desta metodologia fisioterapêutica